Nova proteção para a 'nuvem'

Todo o mundo sabe que a internet é um ambiente totalmente aberto e inseguro para o seu computador. São dois bilhões de pessoas conectadas no mundo e mais de um bilhão de pragas eletrônicas já conhecidas pelas empresas de segurança. Tradicionalmente, de cada 100 máquinas, 86% estão contaminadas. Por isso, é cada vez maior o número de sistemas visando a manter os computadores e aparelhos móveis o mais longe possível de ameaças online.

Um dos produtos lançados fica hospedado na nuvem. É o PSafe Antivirus, da PSafe, empresa brasileira de segurança de dados e pertencente ao grupo Xangô, formado por investidores norte-americanos e brasileiros.

O CEO da PSafe, Marcos DeMello, destaca o fato de ele ser o primeiro sistema de segurança baseado na nuvem da América Latina, com 130 servidores localizados no Rio de Janeiro (e não nos Estados Unidos ou Europa, como alguns concorrentes). Por isso, praticamente, não existe latência (lag) na conexão, porque os servidores são locais, garantindo maior performance da máquina, informa DeMello. "Nosso produto é leve e rápido, sem comprometer a máquina, porque em se tratando de segurança, a performance é fundamental".

Desde o lançamento, há três meses, a PSafe já conta com 160 mil usuários, mais de 200 mil computadores protegidos e cerca de 25 milhões de ameaças removidas dessas máquinas. "O curioso é que cada máquina que teve o PSafe instalado tinha pelo menos dois tipos de contaminação, e 40% delas já possuíam algum outro antivírus rodando sem que detectassem ou eliminassem as pragas. Os usuários nem sabiam que estavam ameaçados", diz o executivo.

O pacote de segurança é gratuito. Depois de instalado na máquina, ele faz uma varredura abrangente e atua como uma proteção residente para tudo o que o usuário baixar dali para frente. É recomendável que o internauta realize uma varredura semanal e completa em dia e horário agendados por ele. DeMello destaca que o PSafe Antivirus, por dispor de dezenas de servidores para analisar e proteger os computadores, já catalogou mais de 700 milhões de tipos de pragas e é capaz de remover 3 milhões delas a cada 24 horas, entre vírus, trojans, malwares, spywares, códigos maliciosos e outros que violam a privacidade. O ambiente cloud permite que os vários servidores trabalhem simultaneamente fazendo o trabalho "pesado" de detecção e deixando o computador do usuário livre para suas tarefas.

Em setembro, a PSafe vai lançar um pacote pago de armazenamento na nuvem, o LockBox, com backup criptografado e em três configurações: 25 GB, por R$ 10 mensais; 50 GB, por R$ 20 e o de 250 GB que vai custar R$ 30.

Diário do Comércio Read the original story 25/7/2011